Um cantor e compositor chamado Mike Smith declarou-se culpado após ter sido acusado por promotores federais americanos de fraudar serviços de streaming de música com canções geradas por inteligência artificial.

Na última quinta-feira (19), Smith assumiu a culpa num tribunal distrital dos Estados Unidos por ter fraudado serviços de streaming ao criar centenas de milhares de faixas geradas por inteligência artificial e acumular bilhões de reproduções com bots.

Ao distribuir as reproduções por milhares de contas, ele conseguiu evitar a detecção por serviços de streaming como Amazon Music, Apple Music, Spotify e YouTube Music. No final, Smith acumulou mais de US$8 milhões, cerca 7,3 milhões de euros, em direitos autorais.

Sobre o caso, o procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, Jay Clayton, disse num comunicado:

Michael Smith gerou milhares de músicas falsas usando inteligência artificial e, em seguida, reproduziu essas músicas falsas bilhões de vezes. Embora as músicas e os ouvintes fossem falsos, os milhões de dólares que Smith roubou eram reais. Milhões de dólares em direitos autorais que Smith desviou de artistas e detentores de direitos autorais reais e merecedores.
Ao declarar-se culpado, Mike Smith concordou em pagar 7,3 milhões de euros enquanto aguarda a sentença, marcada para 29 de julho. A acusação prevê uma pena máxima de cinco anos de prisão. Uma carta do Departamento de Justiça recomenda três anos de liberdade supervisionada e uma multa máxima de 227.000 euros.

Em Janeiro, a Rolling Stone compartilhou uma investigação apontando que Smith passou anos tentando construir uma carreira como artista musical antes de aplicar golpes com inteligência artificial.

Em 2024, o cantor foi preso após as autoridades especularem que seus ganhos fraudulentos poderiam chegar a 9 milhões de euros, mas foi libertado sob fiança.