As pérolas e as peripécias do Spotify (até agora...)

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24 Mar. 2026    #1157 por jazzevedo

O Spotify tem sido tudo menos exemplar na forma como presta o seu serviço à música e aos ouvintes, e a lista de peripécias não parece ficar por aqui:
  • Publicação de música de artistas falecidos – O Spotify tem disponibilizado faixas e temas novos de músicos já mortos, muitas vezes sem o controlo direto da família ou editoras.
  • Ganhos com músicas geradas por IA – Recentemente, houve casos de artistas a faturarem milhões através de músicas criadas por inteligência artificial
  • Investimentos polémicos em indústria de guerra – O cofundador e investidor do Spotify está ligado a investimentos na indústria militar
  • Estatísticas viciadas e algoritmos controversos – O sistema de recomendações e de contagem de streams tem sido acusado de inflacionar números, favorecer certos artistas ou playlists.
  • Fraudes e uploads de música spam – Há casos de utilizadores a subir faixas falsas, com nomes de artistas populares ou covers automáticos, apenas para ganhar royalties através de reproduções massivas.
  • Remoção seletiva de conteúdos – Algumas músicas ou artistas foram retirados por motivos pouco claros, enquanto conteúdos controversos ou de baixa qualidade permanecem
  • Uso de dados de forma questionável – A recolha massiva de dados de utilizadores é utilizada para marketing e levanta preocupações sobre privacidade e manipulação de consumo musical.
  • Pagamentos controversos aos artistas – Muitos músicos queixam-se de receber quantias ridiculamente baixas por streaming, enquanto alguns conseguem fortunas, mostrando a desigualdade do sistema de royalties.
  • Promoção de artistas via algoritmos pagos – As playlists mais influentes podem ser “compradas” ou favorecidas por acordos de marketing, distorcendo a percepção de mérito artístico.
No fim, o Spotify é isto: uma mistura de parque de diversões, mercado de carne musical e laboratório de IA, onde mortos enriquecem, vivos sofrem, robôs cantam e investidores de guerra sorriem.
Agradeceram: Senju Yzu
 
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