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Estamos a alimentar um sistema viciado?
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04 Fev. 2026
#1055
por jazzevedo
Nos últimos anos tem vindo a público um fenómeno preocupante que está a abalar a confiança na indústria musical: a utilização de bots e inteligência artificial para inflacionar artificialmente o número de streams nas plataformas digitais.
À primeira vista, isto pode parecer um problema distante, limitado a artistas, editoras ou às próprias plataformas. Mas a pergunta incómoda é outra: qual é o papel do utilizador nisto tudo? E mais — estamos, conscientemente ou não, a sustentar plataformas baseadas no logro e na fraude?
O caso dos milhões em royalties (e porque isto nos diz respeito)
Um dos casos mais mediáticos envolveu Michael Smith, acusado nos EUA de ter criado milhares de faixas geradas por IA e de usar uma rede de bots para as reproduzir milhões de vezes, arrecadando milhões em royalties.
Este esquema expôs algo essencial: os números de streams deixaram de ser sinónimo de pessoas reais a ouvir música.
E o utilizador? Consumidor inocente ou cúmplice passivo?
O utilizador comum paga uma mensalidade, carrega no “play” e assume que está a apoiar os artistas que gosta. Mas a realidade é mais desconfortável.
Quando usamos plataformas onde:
• parte dos streams é falsa,
• os pagamentos são residuais a artistas menos conhecidos,
• e a transparência é mínima,
temos de perguntar: o nosso dinheiro está mesmo a chegar aos artistas?
Devemos abandonar o streaming e voltar aos formatos tradicionais?
Não é uma questão simples de “sim” ou “não”, mas vale a pena reflectir.
Comprar discos, CD’s ou vinil tem diferenças claras:
• o dinheiro vai directamente para o artista ou editora,
• o valor pago é claro e imediato,
• não depende de algoritmos nem de contagens opacas.
Ao optar apenas por streaming, o utilizador pode estar a trocar conveniência por justiça — muitas vezes sem se aperceber.
Conclusão
O problema dos bots no streaming não é apenas tecnológico ou legal. É ético.
Enquanto utilizadores, não somos os autores da fraude — mas somos parte do ecossistema que a permite continuar.
Talvez não se trate de abandonar totalmente o streaming, mas de:
• apoiar artistas directamente quando possível,
• comprar música física,
• ir a concertos,
• e deixar de confundir “milhões de streams” com valor artístico real.
A pergunta final fica no ar: queremos uma indústria baseada em música… ou em música?
À primeira vista, isto pode parecer um problema distante, limitado a artistas, editoras ou às próprias plataformas. Mas a pergunta incómoda é outra: qual é o papel do utilizador nisto tudo? E mais — estamos, conscientemente ou não, a sustentar plataformas baseadas no logro e na fraude?
O caso dos milhões em royalties (e porque isto nos diz respeito)
Um dos casos mais mediáticos envolveu Michael Smith, acusado nos EUA de ter criado milhares de faixas geradas por IA e de usar uma rede de bots para as reproduzir milhões de vezes, arrecadando milhões em royalties.
Este esquema expôs algo essencial: os números de streams deixaram de ser sinónimo de pessoas reais a ouvir música.
E o utilizador? Consumidor inocente ou cúmplice passivo?
O utilizador comum paga uma mensalidade, carrega no “play” e assume que está a apoiar os artistas que gosta. Mas a realidade é mais desconfortável.
Quando usamos plataformas onde:
• parte dos streams é falsa,
• os pagamentos são residuais a artistas menos conhecidos,
• e a transparência é mínima,
temos de perguntar: o nosso dinheiro está mesmo a chegar aos artistas?
Devemos abandonar o streaming e voltar aos formatos tradicionais?
Não é uma questão simples de “sim” ou “não”, mas vale a pena reflectir.
Comprar discos, CD’s ou vinil tem diferenças claras:
• o dinheiro vai directamente para o artista ou editora,
• o valor pago é claro e imediato,
• não depende de algoritmos nem de contagens opacas.
Ao optar apenas por streaming, o utilizador pode estar a trocar conveniência por justiça — muitas vezes sem se aperceber.
Conclusão
O problema dos bots no streaming não é apenas tecnológico ou legal. É ético.
Enquanto utilizadores, não somos os autores da fraude — mas somos parte do ecossistema que a permite continuar.
Talvez não se trate de abandonar totalmente o streaming, mas de:
• apoiar artistas directamente quando possível,
• comprar música física,
• ir a concertos,
• e deixar de confundir “milhões de streams” com valor artístico real.
A pergunta final fica no ar: queremos uma indústria baseada em música… ou em música?
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