Lituo é o nome artístico de Carlos Martins e apresenta-nos agora o seu primeiro disco, “Anelo”.

Vem no decorrer duma relação forte, a mais forte e a mais destrutiva. Um álbum que ajuda a recolher os destroços, cantando-os à medida que se colam. É uma catarse, um exercício de sobrevivência numa tentativa de integrar e processar o que acontece numa relação tóxica e a destruição que deixa para trás. O abandono, que só tem por companhia questões que nunca vão ser respondidas e fazer as pazes com isso mesmo.

No entanto, há uma faceta mais parva, como em "Milf" ou "Assim Assim", que vieram de outras aventuras, mais leves e corridinhas. 

Artista de vários ofícios, fez parte de projetos musicais como Zedisaneonlight, em 2002, Umpletrue em 2007 e Caruma, entre 2010 e 2017.

Atualmente é um dos músicos intervenientes na Associação Portuguesa de Música nos Hospitais desde outubro de 2017.

Para ele, “a música será a plataforma onde todos se encontram num lugar comum, uma base que sustenta a experiência, a identificação, a compaixão capacitada pela vibração sonora que nos aproxima e proporciona a verdadeira conexão.”